Elias Assum Sabbag Junior, especialista em embalagens plásticas e empresário da Cartonale, observa um conflito que está crescendo silenciosamente dentro das operações industriais mais automatizadas do país: as embalagens em uso não foram projetadas para trabalhar com robôs. Isso ocorre porque, à medida que mais empresas instalam sistemas automatizados de paletização, separação e armazenagem, cresce o número de paradas causadas por embalagens que deformam, variam de dimensão ou não mantêm a rigidez necessária para que os sensores e garras mecânicas funcionem corretamente. Em decorrência disso, o problema não está na automação, mas na embalagem.
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O que os sistemas automatizados exigem que o papelão não entrega?
Sistemas automatizados de movimentação e armazenagem operam com tolerâncias dimensionais estreitas. Em vista disso, uma variação de poucos milímetros na altura de uma caixa pode fazer com que o sensor de posicionamento falhe, a garra não consiga segurar a embalagem ou a pilha não se estabilize dentro dos parâmetros do sistema. O papelão, especialmente em ambientes com variação de umidade, absorve água, perde rigidez e varia dimensionalmente de forma imprevisível. Para uma operação manual, isso é um inconveniente. Já para uma linha automatizada, é uma parada.
O plástico corrugado responde a esse desafio com estabilidade dimensional consistente independente das condições ambientais. Isso porque ele não absorve umidade, mantém a geometria ao longo de múltiplos ciclos e oferece superfície adequada para etiquetagem e leitura de códigos por sistemas ópticos. Elias Assum Sabbag Junior acompanha operações onde essa substituição foi motivada diretamente pela implantação de automação, com resultados mensuráveis na redução de paradas e retrabalho.

Padronização como pré-requisito da automação eficiente
Além da estabilidade dimensional, a automação exige padronização de formatos. De fato, operações que trabalham com múltiplos tipos de embalagem em tamanhos variados precisam programar cada formato no sistema automatizado, o que aumenta a complexidade operacional e o tempo de setup. Por essa razão, Elias Assum Sabbag Junior expressa que a tendência nas operações mais avançadas é reduzir o portfólio de formatos de embalagem para um número gerenciável de padrões que atendam à maior parte dos fluxos, com adaptações pontuais apenas onde a especificidade do produto realmente exige.
Assim como pontua o empresário e especialista em embalagens plásticas, Elias Assum Sabbag Junior, a empresa atua nessa direção ao desenvolver soluções que combinam desempenho técnico com padronização compatível com sistemas automatizados. Dessa forma, para o cliente que está implantando ou expandindo automação, essa compatibilidade reduz o tempo de integração e elimina um dos principais pontos de falha nas linhas automatizadas.
A embalagem como componente do sistema, não como acessório
A principal mudança de perspectiva que a automação impõe ao setor de embalagens é tratar a embalagem como componente do sistema produtivo, não como item auxiliar. Quando a embalagem falha, a linha para. Quando a embalagem varia, o sistema perde eficiência. Quando a embalagem é projetada junto com o sistema, os dois funcionam melhor.
Elias Assum Sabbag Junior representa um perfil de especialista que entende essa integração e trabalha com clientes que já perceberam que a decisão sobre embalagem precisa acontecer na mesma mesa onde se decide sobre automação, não depois que os equipamentos já estão instalados.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
