Áreas concessionadas, número reduzido de visitantes e diferentes formas de explorar o território entram na escolha dos lodges e na construção de cada roteiro
Botswana construiu parte de sua reputação no turismo de natureza a partir de uma abordagem historicamente associada ao baixo volume de visitantes e ao alto valor da experiência, especialmente em áreas ambientalmente sensíveis. Hoje, embora a política turística do país também busque ampliar participação e diversificar o setor, a baixa densidade continua sendo uma característica importante de muitos safáris no Okavango e em outras regiões.
Para Antonella Amaral Giancoli, fundadora da Benarrivati, compreender como funcionam parques, reservas e concessões privadas é essencial para escolher onde uma família deve permanecer e que tipo de experiência poderá encontrar.
Uma concessão privada não significa um território exclusivo
Nas áreas concessionadas, o acesso costuma estar associado aos lodges e operadores autorizados naquele território. Isso pode reduzir o fluxo de veículos e permitir atividades que não estão disponíveis da mesma forma dentro dos parques nacionais, como saídas noturnas e determinados percursos fora das vias demarcadas.
Isso não significa, porém, que toda a área será ocupada por uma única família. Dependendo da concessão, diferentes hóspedes e propriedades podem compartilhar partes do território.
O olhar da Benarrivati entra justamente na escolha da localização, do lodge e da dinâmica de cada operação antes de incorporar aquela área ao roteiro.
Menos veículos pode mudar o ritmo do safári
Uma área com menor circulação pode permitir mais tempo diante de um avistamento e uma experiência menos condicionada pelo movimento de outros veículos, mas nenhuma concessão garante isolamento absoluto.
A vida selvagem também permanece imprevisível. Escolher uma região privada não significa assegurar determinado animal, encontro ou distância.
“Em Botswana, não buscamos simplesmente a maior área ou o lodge mais remoto. Precisamos entender como aquela concessão funciona, quantas propriedades utilizam o território e que tipo de experiência ela permite. É essa leitura que ajuda a escolher o lugar certo para cada viagem”, afirma Antonella Amaral Giancoli.
Cada área oferece possibilidades diferentes
As próprias concessões variam bastante. Algumas combinam game drives com caminhadas, passeios de mokoro ou atividades noturnas; outras têm características determinadas pela presença de água, vegetação e sazonalidade. A Botswana Tourism Organisation destaca que as experiências disponíveis mudam de camp para camp.
Por isso, a escolha não deveria partir apenas da ideia de exclusividade, mas daquilo que a família deseja viver durante aqueles dias.
A curadoria está na densidade certa para cada viagem
Para a Benarrivati, o interesse pelas concessões privadas de Botswana está menos na promessa de ter um território inteiro para si e mais na possibilidade de escolher ambientes com dinâmica, atividades e circulação compatíveis com o perfil do viajante.
Antonella Amaral Giancoli considera que essa diferença é importante porque desloca a ideia de exclusividade do isolamento absoluto para algo mais concreto: ter espaço, tempo e uma operação adequada para observar a natureza sem transformar o safári em uma experiência padronizada.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
