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Revista Tribunais > Blog > Notícias > Como a interação entre tecnologia e vigilância humana redefine a proteção em 2026?
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Como a interação entre tecnologia e vigilância humana redefine a proteção em 2026?

Diego Rodríguez Velázquez
Diego Rodríguez Velázquez Publicado em julho 16, 2026
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5 Min de leitura
Ernesto Kenji Igarashi
Ernesto Kenji Igarashi

Ernesto Kenji Igarashi esclarece que o avanço da inteligência artificial aplicada ao monitoramento reacendeu um debate antigo no setor de proteção patrimonial. A pergunta correta em 2026 não é mais se a tecnologia substituirá o vigilante, mas como calibrar a proporção entre segurança eletrônica e presença humana em cada tipo de operação. 

O mercado brasileiro vive um momento singular, com sistemas de CFTV dotados de analíticos de vídeo cada vez mais acessíveis, ao mesmo tempo em que incidentes recentes em condomínios, plantas industriais e órgãos públicos evidenciam que a tecnologia desacompanhada de resposta humana qualificada gera apenas registros de crimes, não a sua prevenção.

Nas próximas linhas, você vai descobrir por que os projetos mais bem avaliados do setor abandonaram a lógica de escolha binária e adotaram arquiteturas híbridas, nas quais a integração de sistemas eletrônicos com equipes treinadas passou a ser o verdadeiro diferencial competitivo da proteção patrimonial contemporânea.

Por que o discurso da substituição total envelheceu mal?

Durante anos, parte do mercado vendeu a ideia de que câmeras, sensores e centrais de alarme tornariam a vigilância humana dispensável. A prática desmentiu a promessa. Sistemas de CFTV registram eventos com precisão crescente, mas não interpretam intenção, não negociam com um invasor, não prestam socorro e não improvisam diante do imprevisto. Conforme observa Ernesto Kenji Igarashi, a tecnologia amplia o alcance dos olhos da operação, porém a decisão sob pressão continua sendo um atributo humano, sobretudo em ocorrências que envolvem pessoas, e não apenas ativos.

A dependência exclusiva de segurança eletrônica cria um ponto único de falha. Quedas de energia, ataques cibernéticos a gravadores conectados, sabotagem de cabeamento e até o simples vandalismo contra equipamentos expõem operações que abriram mão da camada humana. Em contrapartida, a vigilância humana sem apoio tecnológico também fracassa, visto que nenhuma equipe cobre simultaneamente todos os perímetros, turnos e pontos cegos de uma instalação de médio ou grande porte.

O que a inteligência artificial realmente mudou no CFTV?

A geração atual de analíticos de vídeo transformou o CFTV de ferramenta passiva em instrumento preditivo. Algoritmos de detecção de comportamento identificam permanência suspeita, cruzamento de perímetros virtuais, aglomerações atípicas e objetos abandonados, reduzindo drasticamente a dependência de operadores observando dezenas de telas por horas a fio. Na prática, a tecnologia assumiu a tarefa na qual o ser humano é comprovadamente ruim, a atenção contínua e repetitiva, liberando as equipes para aquilo em que são insubstituíveis, a avaliação de contexto e a resposta física qualificada.

Ernesto Kenji Igarashi
Ernesto Kenji Igarashi

Esse rearranjo de funções, todavia, exige projeto. Ernesto Kenji Igarashi salienta que muitos investimentos em tecnologia fracassam não por deficiência dos equipamentos, mas por ausência de protocolos claros de escalonamento, ou seja, ninguém definiu com precisão o que acontece nos segundos seguintes ao disparo de um alerta. Sem esse desenho operacional, a organização compra sensores caros para alimentar relatórios que ninguém lê.

A proporção ideal entre tecnologia e presença humana

Não existe fórmula universal, e desconfie de quem oferecer uma. A dosagem entre segurança eletrônica e vigilância presencial depende da análise de risco de cada ativo, do valor do que se protege, do histórico de ocorrências da região, do fluxo de pessoas e da criticidade da operação. 

Um centro de distribuição logístico, um hospital, um condomínio residencial e um prédio público demandam combinações completamente distintas. Ernesto Kenji Igarashi evidencia que o erro mais recorrente dos tomadores de decisão é dimensionar a segurança pelo orçamento disponível, e não pelo risco mapeado, invertendo a ordem lógica do planejamento.

O futuro pertence a quem souber orquestrar, não a quem souber apenas comprar

O horizonte que se desenha para os próximos anos aponta para operações cada vez mais orientadas por dados, com a segurança eletrônica gerando inteligência e as equipes humanas convertendo essa inteligência em ação. 

Nesse panorama, a vantagem competitiva migrará dos que possuem mais equipamentos para os que dominam a orquestração entre tecnologia, processos e pessoas, exatamente o campo de estudo que profissionais, como resume Ernesto Kenji Igarashi, vêm consolidando no debate técnico brasileiro sobre proteção patrimonial e segurança institucional.

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