De acordo com o diretor de tecnologia Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, a transformação digital entrou em uma nova fase. Se antes o foco estava na adoção de ferramentas, em 2026 o cenário mudou de forma mais profunda e estratégica. Empresas que ainda tratam tecnologia como um recurso isolado começam a perder espaço para aquelas que enxergam a inovação como parte central da operação.
A seguir, você vai entender o que realmente está mudando nas empresas, como essas mudanças impactam resultados e quais caminhos práticos podem ser adotados para se manter competitivo em um ambiente cada vez mais dinâmico.
Por que a tecnologia em 2026 deixou de ser apenas ferramenta e passou a ser estratégia?
A principal mudança está na forma como a tecnologia é percebida dentro das empresas. Em vez de atuar como suporte, ela passou a influenciar diretamente decisões estratégicas. Isso acontece porque o volume de dados, a velocidade das operações e a complexidade do mercado exigem respostas rápidas e bem fundamentadas. Sem uma base tecnológica estruturada, torna-se difícil acompanhar esse ritmo.
Esse movimento também está relacionado à maturidade digital das organizações. Empresas que já passaram pela fase inicial de digitalização perceberam que apenas implementar sistemas não resolve problemas estruturais. Quando processos continuam desorganizados, a tecnologia acaba apenas replicando falhas. Por isso, a estratégia agora envolve alinhar tecnologia, processos e governança em um único modelo operacional, destaca Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira.
Como a integração de sistemas e dados está redefinindo a eficiência operacional?
A eficiência operacional em 2026 está diretamente ligada à capacidade de integrar sistemas e informações. Empresas que ainda operam com dados fragmentados enfrentam dificuldades para acessar informações, analisar cenários e executar processos de forma consistente. Esse modelo gera retrabalho, aumenta o tempo das atividades e reduz a qualidade das entregas. Com o tempo, essa limitação impacta a competitividade e dificulta a adaptação a novas demandas do mercado.

Quando existe integração, os dados passam a circular de forma contínua entre diferentes áreas e plataformas. Segundo Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, isso elimina a necessidade de inserções manuais repetidas e reduz significativamente o risco de erros. Além disso, a comunicação entre setores se torna mais fluida, permitindo que decisões sejam tomadas com maior agilidade e segurança. Esse fluxo contínuo fortalece a eficiência operacional e melhora a capacidade de resposta da empresa.
Outro impacto importante está na rastreabilidade. Com sistemas conectados e processos estruturados, é possível acompanhar cada etapa das operações. Isso aumenta o controle, melhora a transparência e reduz riscos operacionais. A empresa passa a atuar de forma mais preventiva, identificando falhas antes que elas gerem impactos relevantes, o que contribui para uma gestão mais estratégica e confiável.
O que muda na prática com a automação e a inteligência aplicada aos processos?
A automação deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade competitiva. Em 2026, empresas que não automatizam processos enfrentam dificuldades para escalar suas operações. Isso ocorre porque o volume de atividades cresce, mas a capacidade humana de execução permanece limitada. A automação surge como solução para esse desequilíbrio.
No entanto, como pontua Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira, o avanço não está apenas na automação de tarefas repetitivas. O grande diferencial está na aplicação de inteligência aos processos. Sistemas capazes de analisar dados, identificar padrões e sugerir ações tornam a operação mais eficiente e estratégica. Isso reduz a dependência de intervenções manuais e melhora a qualidade das decisões.
A automação contribui para a padronização das operações. Quando processos seguem fluxos definidos, a execução se torna mais consistente e previsível. Esse fator é essencial para empresas que buscam crescimento estruturado. A tecnologia, nesse cenário, atua como base para garantir escala sem comprometer a qualidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
