Segundo Aldo Vendramin, empresário no segmento do agronegócio, a logística deixou de ser uma etapa operacional para assumir papel estratégico dentro da gestão agrícola. A distância entre áreas produtivas e centros consumidores, somada a gargalos históricos de infraestrutura, influencia diretamente custos, perdas e prazos.
Além disso, o aumento da produção e a maior inserção do Brasil no mercado externo ampliaram a pressão por sistemas logísticos mais eficientes. Quando o escoamento falha, os ganhos obtidos no campo são rapidamente neutralizados. Compreender essa dinâmica é essencial para avaliar o desempenho do setor como um todo. Por isso, vale acompanhar a análise a seguir para entender como infraestrutura, gestão e tecnologia se conectam nesse processo.
Infraestrutura e fluidez dos fluxos agrícolas
Aldo Vendramin destaca que a infraestrutura é a base sobre a qual toda a logística agrícola se sustenta. Rodovias, ferrovias, hidrovias e portos definem a capacidade de escoamento e o custo final da produção. Sem estrutura adequada, a eficiência logística se torna limitada.

Em muitas regiões, a dependência excessiva do transporte rodoviário eleva custos e aumenta riscos operacionais. Além disso, a precariedade de vias impacta prazos e a qualidade do produto transportado. Esse cenário reduz a competitividade do produtor.
Quando há investimentos estruturais, a previsibilidade logística aumenta. Isso permite planejar colheita, armazenagem e transporte de forma integrada, reduzindo perdas e otimizando recursos ao longo da cadeia.
Planejamento logístico e racionalização de custos
O planejamento do escoamento, na visão de Aldo Vendramin, é o elemento que transforma infraestrutura em eficiência real. A análise prévia de rotas, modais e períodos de maior demanda reduz improvisações e desperdícios. Esse controle fortalece a gestão financeira da produção.
Custos logísticos representam parcela significativa do custo total no agronegócio. Uma gestão bem estruturada permite identificar gargalos e corrigir falhas antes que afetem resultados. Assim, o produtor ganha maior previsibilidade econômica.
Além disso, o planejamento melhora a coordenação entre produção e comercialização. Essa integração reduz pressões operacionais e favorece decisões mais estratégicas ao longo do ciclo produtivo.
Tecnologia como aliada do escoamento eficiente
Na logística agrícola moderna, a tecnologia assume papel central, como observa Aldo Vendramin ao analisar cadeias mais organizadas. Sistemas de rastreamento, gestão de frotas e análise de dados ampliam o controle sobre o transporte e a armazenagem. Essas ferramentas reduzem incertezas operacionais.
O acompanhamento em tempo real permite ajustes rápidos diante de imprevistos. Dessa forma, atrasos, desvios de rota e perdas podem ser mitigados com maior eficiência. Isso impacta diretamente custos e prazos.
Ao mesmo tempo, a tecnologia fortalece a transparência da cadeia logística. Informações confiáveis aumentam a confiança entre produtores, operadores e compradores, melhorando relações comerciais.
Integração logística e competitividade do agronegócio
A eficiência logística depende da integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva. Aldo Vendramin aponta que a coordenação entre produtores, cooperativas, transportadores e terminais reduz redundâncias e amplia ganhos coletivos. Essa articulação é essencial para aumentar a competitividade.
Quando os agentes atuam de forma isolada, surgem ineficiências que elevam custos e riscos. A integração logística permite alinhar interesses e otimizar fluxos, tornando o sistema mais resiliente. Esse alinhamento favorece tanto o mercado interno quanto o externo.
Ao reunir infraestrutura adequada, planejamento, tecnologia e coordenação, o escoamento da produção agrícola se fortalece de maneira sustentável. Dessa maneira, esse conjunto consolida a eficiência logística como elemento-chave para produtividade, estabilidade econômica e desenvolvimento contínuo do agronegócio brasileiro.
Autor: Denis Nikiforov
